O Shopping Barra se pronunciou neste sábado (11) após notícias e publicações nas redes sociais apontarem que o ex-estudante de Medicina Mateus da Costa Meira, de 51 anos, condenado pelo ataque a tiros em um cinema de São Paulo em 1999, estaria frequentando o centro de compras.
Em nota, o shopping informou que acompanha "com muita atenção, responsabilidade e sensibilidade" a repercussão do caso e esclareceu que a fotografia que circula na imprensa e nas redes sociais foi registrada em 2024.
Segundo o empreendimento, a data da imagem foi identificada por meio de uma peça publicitária visível ao fundo da fotografia.
"O Barra ressalta e reforça que sempre teve como prioridade permanente a segurança de seus clientes, lojistas, colaboradores e visitantes. Para isso, contamos com protocolos rigorosos de segurança, monitoramento por câmeras, equipe especializada e atuação integrada com os órgãos públicos competentes", informou a administração do shopping.
A repercussão do caso gerou apreensão entre frequentadores do estabelecimento devido ao histórico criminal de Mateus Meira.
Ele foi condenado em 2003 pelo ataque ocorrido em 1999 em uma sala de cinema de São Paulo, quando matou três pessoas e deixou outras nove feridas. Após a condenação, foi encaminhado para a Penitenciária de Tremembé, em São Paulo.
No ano seguinte, em 2004, foi transferido para Salvador. Durante o período em que esteve preso, respondeu por uma tentativa de homicídio contra um companheiro de cela, após agredi-lo com golpes de tesoura. No entanto, acabou absolvido por ser considerado inimputável.
Em 2024, Mateus Meira deixou a custódia por decisão da Justiça da Bahia, após permanecer internado no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico da Bahia.
O histórico do condenado também já havia sido destacado por seu próprio advogado, Vivaldo Adaes, que, em declarações anteriores à imprensa, afirmou ter receio de um possível comportamento violento de seu cliente.
"Eu tenho medo de que ele apareça armado aqui no meu escritório. Aliás, todo mundo tem esse medo. Até porque ele já havia feito uma lista de pessoas marcadas para morrer", declarou o advogado na ocasião.
Até o momento, o Shopping Barra reforça que segue adotando todas as medidas de segurança necessárias e que permanece acompanhando a situação em conjunto com os órgãos competentes.