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Ex-conselheiro tutelar de Dias d’Ávila que ingressou na PM é preso por suspeita de executar advogada dentro de casa na Bahia
Polícia aponta que crime teria sido uma vingança após suposto golpe de R$ 6 milhões atribuído ao sobrinho da vítima
05/08/2026 09h06
Por: Redação
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um policial militar da ativa, de 29 anos, que atuou como conselheiro tutelar de Dias d’Ávila antes de ingressar na Polícia Militar da Bahia (PMBA), foi preso temporariamente durante a Operação Vendetta. Ele é investigado por suspeita de participação no assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos.

A vítima foi morta a tiros no dia 25 de julho, após homens armados invadirem a casa onde ela morava, em Itororó, no sudoeste da Bahia. Um monitor de ressocialização terceirizado, de 27 anos, também foi preso na operação.

Novas informações divulgadas pela Polícia Civil apontam que o homicídio teria sido motivado por vingança. A revelação foi feita pelo diretor regional da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Sudoeste), delegado Roberto Júnior, durante entrevista concedida ao programa Alô Juca nesta terça-feira (4).

De acordo com o delegado, a investigação indica que o crime ocorreu após um suposto golpe de aproximadamente R$ 6 milhões atribuído ao sobrinho da advogada. As fraudes teriam ocorrido no mercado de compra e venda de veículos em Itabuna e outros municípios da região.

Como os envolvidos não teriam conseguido localizar o paradeiro do homem apontado como responsável pelo prejuízo, decidiram matar a advogada como forma de represália, segundo a linha investigativa apresentada pela Polícia Civil.

O sobrinho da vítima também é investigado pelo crime de estelionato e poderá ter a prisão preventiva decretada no decorrer das investigações.

Conforme a apuração policial, o PM e o monitor de ressocialização teriam saído de Dias d’Ávila com destino a Itororó na noite anterior ao assassinato, acompanhados de outros investigados.

As diligências apontam que o grupo também esteve em Itororó nos dias 20 e 21 de julho para monitorar a rotina da advogada e preparar a ação. Na madrugada do dia 25, os suspeitos teriam invadido a residência e efetuado os disparos.

O policial militar preso já integrou o Conselho Tutelar de Dias d’Ávila antes de ingressar na PMBA. A Polícia Civil o aponta como participante da ação criminosa, mas a responsabilidade individual de cada investigado ainda está sendo apurada.

Em depoimento, o policial militar e o monitor de ressocialização afirmaram que foram até a residência da advogada apenas para realizar uma cobrança financeira. Os dois negaram ter efetuado os disparos.

Ainda conforme o delegado Roberto Júnior, os presos disseram que os tiros foram realizados por um quarto integrante do grupo. Esse suspeito continua foragido e é procurado pelas forças de segurança.

A versão apresentada pelos investigados será confrontada com as demais provas reunidas no inquérito.

O monitor de ressocialização foi localizado na saída do Conjunto Penal de Lauro de Freitas, onde trabalha como funcionário terceirizado. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola calibre .38 TCP, dois carregadores e 23 munições.

Em dois imóveis ligados ao investigado, localizados em Dias d’Ávila, foram encontrados duas pistolas de airsoft, um fuzil de airsoft, um colete tático, 67 estojos de munições de diferentes calibres, dois rádios comunicadores e um documento pertencente a outro investigado.

Todo o material será submetido à perícia e incorporado ao inquérito. A polícia também localizou e apreendeu os dois veículos que teriam sido utilizados na ação criminosa. Os automóveis eram alugados e um deles circulava com a placa adulterada.

Os dois presos permanecem custodiados à disposição da Justiça. As investigações continuam para localizar o suspeito foragido, esclarecer a participação de cada envolvido e confirmar a motivação do assassinato.