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Agentes públicos e empresários são investigados por fraudes em contratos públicos na Bahia
Operação da PF e da CGU cumpre 33 mandados em oito municípios baianos e determina o bloqueio de até R$ 2 milhões em bens
13/08/2026 10h33
Por: Ramon Santos (DRT-6448/BA)
Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (13), a Operação Severus, que investiga a possível participação de agentes públicos e empresários em um esquema criminoso envolvendo a administração municipal de Gongogi, no sul da Bahia.

A ação representa a segunda fase da Operação Pacto Infame e busca aprofundar as investigações sobre possíveis fraudes em contratações públicas. O esquema teria contado com a participação de servidores municipais e pessoas ligadas a empresas, além de envolver recursos federais.

Ao todo, são cumpridos 33 mandados de busca e apreensão nos municípios de Gongogi, Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí, Valença e Eunápolis. As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

Segundo as investigações, agentes públicos e particulares teriam atuado conjuntamente na prática de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.

Entre as irregularidades investigadas estão o suposto direcionamento de licitações, a utilização de documentos falsos, a simulação de procedimentos administrativos e a realização de pagamentos por serviços que não teriam sido executados ou teriam sido prestados apenas parcialmente.

A investigação aponta ainda que os valores supostamente desviados teriam sido movimentados posteriormente por meio de pessoas e empresas, numa possível tentativa de ocultar a origem dos recursos.

Além de documentos e equipamentos eletrônicos, a decisão judicial autorizou a apreensão de dinheiro em espécie, joias e veículos relacionados aos investigados.

Também foram determinadas medidas de bloqueio e indisponibilidade de valores, imóveis, veículos e outros bens, até o limite de R$ 2 milhões.

O material recolhido durante a operação será analisado pela Polícia Federal e pela CGU. As investigações continuam para esclarecer os fatos e identificar a responsabilidade individual dos envolvidos.