Política & Economia Política
Flávio Bolsonaro fala em “golpe de Estado” e se declara “presidente eleito” em carta
Derrotado por Lula, senador questiona resultado sem apresentar provas e anuncia que pretende liderar a oposição dos Estados Unidos
28/10/2026 18h35 Atualizada há 2 horas
Por: Ramon Santos (DRT-6448/BA)
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou, nesta quarta-feira (28), uma carta na qual se apresentou como presidente eleito do Brasil e alegou, sem apresentar provas, que houve fraude na eleição presidencial. Compartilhado pelo influenciador Paulo Figueiredo, aliado do parlamentar, o documento foi publicado após a chegada de Flávio aos Estados Unidos.

Segundo apurou o énotícias, com base nas informações publicadas pelo UOL, o texto passou por uma alteração posterior. Na primeira versão, Flávio se denominava “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Depois, a apresentação foi substituída por “líder do Brasil”. A mudança não retirou os ataques ao resultado eleitoral e ao Judiciário.

O resultado anunciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25). O petista recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio obteve 59.826.041, ou 48,21%. A diferença foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

Na carta, o senador questiona a decisão que prorrogou o horário de votação e acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) de perseguição política. Ao relacionar as medidas judiciais contra ele às acusações que faz sobre a eleição, utiliza a expressão “manual clássico de qualquer golpe de Estado”. O documento, porém, não apresenta provas que sustentem a alegação de fraude.

Conforme o Bahia Notícias, Flávio desembarcou em Miami depois de deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião particular, com escala no Equador. A viagem ocorreu após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes para a entrega dos passaportes do parlamentar, no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro. O senador nega irregularidades.

Ao justificar a saída do país, Flávio rejeitou a classificação de fuga e afirmou que levou a família aos Estados Unidos por considerar que seria alvo de perseguição judicial. Também agradeceu aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, pelo que descreveu como acolhimento e apoio.

O parlamentar afirmou ainda que pretende comandar a oposição a partir do território americano. Em mensagem direcionada a deputados, senadores e governadores aliados, mencionou Rogério Marinho (PL-RN) como seu candidato à presidência do Senado e prometeu apresentar uma estratégia de mobilização dos apoiadores por meios pacíficos e legítimos.