Política Brasil
Decreto golpista de Bolsonaro previa quebra de sigilo de ministros do TSE
Estava previsto um Estado de Defesa na sede do TSE, incluindo todas as dependências onde houve tramitação de documentos relacionados ao processo eleitoral
13/01/2023 10h03
Por: Ramon Santos (DRT-6448/BA) Fonte: Metro1
Foto: Carolina Antunes/PR

A proposta de decreto golpista encontrada na última quinta-feira (12), na residência de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, previa a criação de uma comissão controlada pelo governo Bolsonaro e a quebra de sigilo dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As informações são do jornal Folha de São Paulo. 

O documento detalha as regras para quebra de sigilo de correspondências e comunicação telemática dos membros do TSE. De acordo com o  texto, a intenção era apurar “a conformidade e legalidade do processo eleitoral de 2022”, vencido por Lula. 

Estava previsto um Estado de Defesa na sede do TSE, incluindo todas as dependências onde houve tramitação de documentos, petições e decisões sobre o processo eleitoral e o tratamento de dados dos votos coletados por urnas eletrônicas em todas as zonas e seções disponibilizadas. 

A comissão criada seria o órgão responsável por elaborar um relatório final e apontar supostas irregularidades nas eleições.  O grupo seria composto por 8 integrantes do Ministério da Defesa, 2 membros do Ministério Público Federal, 2 peritos criminais federais, 2 representantes do Congresso, um membro do Tribunal de Contas da União e um da Controladoria Geral da União. O documento trazia uma observação entre parêntese: “avaliar a pertinência da manutenção deste dispositivo”.