
Motoristas que utilizam diariamente a Via Parafuso têm enfrentado uma série de transtornos em meio às obras em andamento na rodovia. Congestionamentos prolongados, longas filas de veículos e registros de acidentes passaram a fazer parte da rotina de quem depende da via para trabalhar ou transportar cargas, gerando insatisfação e preocupação com a segurança.
A rodovia é uma das mais importantes do estado. Com aproximadamente 25 quilômetros de extensão, a Via Parafuso liga a BA-526, que dá acesso à BR-324, ao Polo Petroquímico de Camaçari, além de se conectar à BA-093, integrando um dos principais corredores logísticos da Bahia, atualmente administrado pela Montes Rodovias, concessionária que sucedeu a Bahia Norte.
Apesar da relevância estratégica, as intervenções realizadas na via têm provocado retenções por longos períodos, principalmente nos horários de pico. Motoristas relatam que o trânsito chega a ficar completamente parado em alguns trechos, formando engarrafamentos extensos e imprevisíveis.
O cenário se torna ainda mais crítico devido ao alto fluxo de veículos pesados, como caminhões e carretas. Segundo relatos, já foram registrados acidentes durante os congestionamentos, inclusive envolvendo carretas que apresentaram falhas mecânicas, como perda de freio. Em determinadas situações, para evitar colisões de maiores proporções, condutores precisaram desviar bruscamente para o acostamento, aumentando o risco de novos acidentes.
“A Via Parafuso já tem um trânsito pesado por natureza. Com obras e pouca fluidez, qualquer imprevisto vira um perigo”, afirmou um motorista que trafega pelo trecho com frequência.
Diante do cenário, usuários da rodovia cobram da Montes Rodovias e dos órgãos competentes melhor planejamento das obras, reforço na sinalização, presença de agentes para orientar o tráfego e mais transparência sobre os prazos das intervenções, com o objetivo de reduzir os impactos no trânsito e garantir mais segurança para motoristas e trabalhadores.
Enquanto isso, a Via Parafuso segue como uma artéria fundamental para a economia baiana, mas também como um ponto crítico do sistema rodoviário estadual, onde obras sem fluidez adequada continuam afetando diretamente a mobilidade e a segurança viária.