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Mata de São João descarta surto de dengue e reforça ações de combate ao Aedes aegypti

Prefeitura informa que oito casos de dengue foram confirmados em 2026; um paciente permanece internado em estado estável

Ramon Santos (DRT-6448/BA)
Por: Ramon Santos (DRT-6448/BA)
10/07/2026 às 23h14 Atualizada em 10/07/2026 às 23h16
Mata de São João descarta surto de dengue e reforça ações de combate ao Aedes aegypti
Foto: ASCOM PMMSJ

A Prefeitura de Mata de São João, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), informou nesta sexta-feira (10) que o município não enfrenta um surto epidemiológico de dengue. Segundo o levantamento da Vigilância Epidemiológica, de janeiro até o momento foram registradas 93 notificações suspeitas da doença.

Do total de registros, 67 casos foram descartados, oito tiveram confirmação para dengue, sete apresentaram resultado não reagente pelo Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) e outros 11 seguem em investigação para encerramento do diagnóstico.

Atualmente, apenas um paciente permanece internado no Hospital Municipal Dr. Eurico Goulart de Freitas com suspeita da doença. Trata-se de um homem de 72 anos, que apresenta estado de saúde estável e aguarda a confirmação por meio de exames laboratoriais.

A Secretaria Municipal de Saúde destacou que todos os casos confirmados são acompanhados pelas equipes da Vigilância Epidemiológica, que realizam o monitoramento e as ações necessárias para controle da doença.

Além da dengue, o município também divulgou dados sobre outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Em 2026, Mata de São João não registrou nenhum caso confirmado de Zika.

Já em relação à Chikungunya, foram notificadas 17 suspeitas. Desse total, oito casos foram confirmados, cinco descartados, dois apresentaram resultado não reagente pelo LACEN e dois ainda aguardam encerramento da investigação.

O coordenador da Vigilância Epidemiológica, Carlos Aurelino, conhecido como Michel, explicou que os sintomas da dengue costumam aparecer cerca de oito dias após a infecção. Segundo ele, esse período é fundamental para a investigação epidemiológica.

“Durante a investigação, as equipes identificam os locais frequentados pelo paciente nos dias anteriores ao surgimento dos sintomas, buscando localizar a provável área de transmissão”, explicou.

O coordenador também destacou que a circulação de pessoas entre diferentes municípios pode influenciar o cenário epidemiológico, principalmente diante do aumento de registros em cidades da região.

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