
O combate à poluição sonora voltou ao centro das discussões em Mata de São João. Durante uma audiência pública realizada nesta terça-feira (14), na Câmara Municipal, representantes da Prefeitura, do Ministério Público da Bahia (MP-BA), da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), vereadores, comerciantes, moradores e integrantes da sociedade civil debateram medidas que poderão resultar no fortalecimento da fiscalização e na adoção de novas ações para enfrentar o problema no município.
O encontro deu continuidade às discussões iniciadas anteriormente em Praia do Forte e teve como objetivo ampliar o diálogo com a população sobre os impactos do excesso de ruídos na saúde, na qualidade de vida e na convivência urbana.
Entre os principais temas debatidos estiveram o fortalecimento das ações de fiscalização, a ampliação dos canais de denúncia, campanhas de conscientização, o aperfeiçoamento da legislação municipal e a adoção de medidas para coibir situações que desrespeitem os limites estabelecidos pelas normas vigentes.
A discussão envolve diferentes situações que configuram poluição sonora, como som automotivo, paredões, equipamentos sonoros utilizados em estabelecimentos comerciais, propaganda volante, eventos e outras fontes de ruídos excessivos que possam comprometer o sossego da população.
Durante a audiência, a promotora de Justiça Letícia Baird, representante do Ministério Público da Bahia, destacou os impactos provocados pelo excesso de ruídos, especialmente para crianças atípicas, idosos, pessoas com sensibilidade auditiva e animais, além de reforçar a importância da conscientização e da atuação conjunta entre os órgãos públicos e a sociedade.
Ao longo do encontro, moradores, comerciantes, representantes de paredões, entidades civis e autoridades apresentaram sugestões e defenderam diferentes pontos de vista sobre o tema. As contribuições deverão servir de base para a elaboração de futuras medidas voltadas ao enfrentamento da poluição sonora em Mata de São João.
Segundo os organizadores, a intenção é construir soluções que promovam o equilíbrio entre o direito ao sossego da população e o desenvolvimento das atividades permitidas pela legislação, fortalecendo o diálogo antes da implementação de novas ações.