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Ramon Santos, diretor de jornalismo do É Notícias, mostra como a saúde básica pode reduzir a fila da regulação e salvar vidas

Ele explica como a falta de atenção primária à saúde leva à superlotação dos hospitais e à morte de muitos pacientes

Ramon Santos (DRT-6448/BA)
Por: Ramon Santos (DRT-6448/BA)
30/06/2023 às 11h26 Atualizada em 30/06/2023 às 12h47
Ramon Santos, diretor de jornalismo do É Notícias, mostra como a saúde básica pode reduzir a fila da regulação e salvar vidas
Foto: Ramon Santos / É Notícias

Os hospitais públicos do estado enfrentam uma situação crítica. As unidades de saúde não têm leitos suficientes para atender a todos os pacientes que precisam de atendimento de alta complexidade, como cirurgias cardíacas, neurológicas e ortopédicas. Esses pacientes ficam na fila da regulação, que é o sistema que organiza a transferência de pacientes entre os hospitais. Muitos deles morrem antes de conseguir uma vaga.

Mas por que chegamos a esse ponto? A resposta é simples: a saúde básica não funciona. A saúde básica é o nível de atenção que cuida da prevenção e do tratamento de doenças crônicas e agudas, como diabetes, hipertensão, asma e infecções respiratórias. A saúde básica também é responsável pela vacinação, pelo pré-natal, pelo planejamento familiar e pela saúde bucal. A saúde básica é oferecida pelas unidades básicas de saúde (UBS), que são gerenciadas pelos municípios.

No entanto, as UBS sofrem com a falta de estrutura, de equipamentos e de profissionais. Muitas delas não têm médicos, enfermeiros ou dentistas suficientes para atender à demanda. Outras nem sequer têm condições mínimas de higiene e segurança. A cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF), que é um modelo de atenção primária que visa à promoção da saúde e à prevenção de doenças por meio de equipes multidisciplinares que atuam junto às famílias e às comunidades, é baixa e insuficiente.

Com isso, as pessoas não têm acesso a um acompanhamento adequado da sua saúde. Elas ficam mais expostas a complicações que podem levar à morte ou à incapacidade. E elas acabam recorrendo aos hospitais quando já é tarde demais. A demanda por atendimento de média e alta complexidade dispara, sobrecarregando os hospitais e gerando filas e espera.

Esse é um problema que se arrasta há anos e que não tem uma solução fácil. É preciso que os gestores públicos assumam a responsabilidade pela saúde básica e invistam nela como uma política pública prioritária. É preciso que os municípios garantam que as UBS tenham recursos humanos, materiais e financeiros para atender às necessidades da população. É preciso também ampliar a cobertura da ESF e fortalecer o vínculo entre as equipes e as comunidades.

A saúde básica é o primeiro passo para garantir o direito à saúde de todos os cidadãos. Com uma saúde básica eficiente e resolutiva, podemos evitar que muitas pessoas cheguem ao ponto de precisar da regulação. E podemos também melhorar a qualidade de vida e o bem-estar da população.

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