
A ida do secretário de Educação de Camaçari, Márcio Neves, à Câmara de Vereadores, após ser convocado para prestar contas da pasta, mostrou mais do que um momento institucional. O que se viu foi um gestor seguro, apresentando dados, defendendo ações e deixando claro que a educação do município segue avançando.
Enquanto isso, parte da oposição adotou uma postura já conhecida pela população: a do “quanto pior, melhor”.
Durante a sessão, o secretário apresentou investimentos robustos na educação, falou das melhorias nas escolas e demonstrou conhecimento sobre a gestão. Mesmo assim, vereadores oposicionistas insistiram em críticas que, na prática, pouco contribuem para resolver os problemas da rede.
Mas o ponto que mais chama atenção vem agora.
A Prefeitura construiu uma proposta em diálogo direto com o sindicato dos professores. O texto foi discutido, ajustado e aprovado pelo coletivo da categoria. Houve comemoração entre os profissionais da educação, que reconheceram o avanço.
Agora, com a votação prevista na Câmara, cresce a expectativa sobre a postura da oposição. Há a possibilidade de que vereadores tentem criar obstáculos durante a tramitação do projeto.
A pergunta é simples: por que dificultar algo que já foi aceito pelos próprios professores?
Para aliados da gestão, o receio é de que o debate saia do campo técnico e entre no político. Em vez de contribuir com o avanço da educação, a estratégia pode ser de tensionar o processo, mesmo que isso atrase benefícios para a categoria.
A Câmara tem o papel de discutir e votar projetos importantes para a cidade. Mas quando a política entra na frente do interesse da população, quem perde é Camaçari — e principalmente os alunos e professores da rede municipal.
No fim das contas, o cenário coloca dois caminhos: de um lado, o avanço de uma proposta construída com diálogo, resultados e participação da categoria; do outro, o risco de entraves políticos no Legislativo.
E a população, mais uma vez, segue atenta para ver quem realmente trabalha pela educação — e quem prefere fazer política com ela.
*Este texto trata-se de um artigo de opinião de autoria do jornalista Ramon Santos, que expressa suas próprias reflexões sobre o cenário político local. As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam o posicionamento editorial do É Notícias.