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Candidato a presidente do Equador é assassinado a tiros em Quito

Candidato a presidente do Equador é assassinado a tiros em Quito: Fernando Villavicencio era um jornalista e líder sindical que denunciava casos de corrupção no país.

Ramon Santos (DRT-6448/BA)
Por: Ramon Santos (DRT-6448/BA)
09/08/2023 às 22h39
Candidato a presidente do Equador é assassinado a tiros em Quito
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Fernando Villavicencio, um candidato a presidente do Equador pelo partido Unidade Popular, foi assassinado com três tiros na cabeça depois de sair de um comício em uma escola na cidade de Quito nesta quarta-feira (9), de acordo com a mídia do país.

Assessores de Villavicencio confirmaram a morte. Em um perfil do Instagram do candidato há vídeos que mostram o momento do atentado. Segundo o jornal “El Universo”, as pessoas que estavam no encontro de campanha ouviram disparos e então notaram que Villavicencio caiu no chão.

No último vídeo em que Villavicencio é visto com vida, ele aparece saindo do colégio onde ocorreu o comício cercado por policiais que o ajudam a entrar em um veículo. Antes de fechar a porta, ouvem-se disparos e gritos. O vídeo pode ser visto [aqui].

Vídeos do comício publicados em redes sociais mostram que as pessoas tentaram se proteger ao ouvir os tiros. Villavicencio apareceu em 5º lugar em uma pesquisa publicada pelo “El Universo” na terça-feira. A votação está agendada para o dia 20 de agosto.

O atual presidente, Guillermo Lasso, afirmou em uma rede social que o gabinete de segurança vai se reunir para dar uma resposta ao crime. “O crime organizado chegou muito longe, mas o peso da lei vai cair neles”, disse o presidente.

Villavicencio tinha 59 anos, era um ex-sindicalista da empresa estatal de petróleo Petroecuador, e depois se tornou um jornalista que publicou histórias em que denunciava que a companhia perdeu milhões de dólares por negócios ruins.

Entre 2021 e 2023, ele foi deputado federal. Ele se declarava defensor das causas sociais indígenas e dos trabalhadores, e também foi líder sindical.

Ele era um adversário do ex-presidente Rafael Correa --em 2014, quando era jornalista, chegou a ser condenado a 18 meses da prisão porque a Justiça entendeu que ele cometeu injúrias contra Correa.

Ele afirmava que Correa tinha dado ordens para que o hospital da polícia fosse invadido por homens armados (na época, havia uma rebelião de policiais). Ele chegou a ir para o Peru como exilado político.

Villavicencio era casado com Verónica Sarauz e deixa cinco filhos.

O Equador enfrenta, nos últimos anos, a violência ligada ao narcotráfico, que, durante o processo eleitoral, resultou na morte de um prefeito e um candidato a deputado, além de ameaças a um candidato à presidência.

A criminalidade no país dobrou a taxa de homicídios em 2022, quando a mesma chegou a 25 a cada 100 mil habitantes, enquanto, até junho, era de 18 em 2023.

O Equador irá eleger um presidente, vice-presidente e os 137 parlamentares em 20 de agosto. O presidente Guillermo Lasso dissolveu a opositora Assembleia Nacional, em maio, para pôr fim à “crise política grave e comoção interna”.

A dissolução, que deu lugar a eleições gerais antecipadas, ocorreu em meio a um julgamento político para destituir Lasso.

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