
O Ministério Público estadual participou na manhã de hoje, dia 12, do lançamento do fluxo e protocolo unificado de atendimento integrado a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência no Município de Vitória da Conquista. Durante o lançamento, que ocorreu no Centro Municipal de Atenção Especializada (Cemae), localizado no bairro de Candeias, foram apresentados vídeos e cadernos de sistematização das experiências na implementação da Lei 13.431/2017 (Lei da Escuta Protegida) no Município. Participaram do evento representando a procuradora-geral de Justiça Norma Cavalcanti, os promotores de Justiça André Lavigne e Ana Emanuela Rossi, coordenadores do Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim) e Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (Caoca), respectivamente.

“A experiência do Município de Vitoria da Conquista, por meio do Complexo de Escuta Protegida e dos fluxos e protocolos apresentados no evento de hoje, produzidos pela união de esforços entre os diversos atores que compõem o sistema de proteção, são exemplos concretos de que a Lei 13.431/2017 pode ser executada em sua plenitude, protegendo os direitos das crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, evitando a sua revitimização e garantindo, ao mesmo tempo, a punição dos agentes de crimes”, afirmou o promotor de Justiça André Lavigne. Para a promotora de Justiça Ana Emanuela, a iniciativa de Vitória da Conquista deve servir de referência, “como demonstração da importância da atuação sinérgica de toda a rede de garantia de direitos na construção das políticas públicas na seara da Infância e Juventude”.
O Complexo Integrado de Escuta Protegida (CEP), em Vitória da Conquista, foi inaugurado em 2021 com o objetivo de ouvir, com os cuidados técnicos e profissionais exigidos por lei, crianças e adolescentes que sofreram ou testemunharam algum tipo de violência. A instalação do complexo em Vitória da Conquista decorreu de cooperação técnica firmada entre a Childhood Brasil e o Município, e contou com o apoio do MP, por meio da atuação da Promotoria de Justiça da Infância e Juventude na comarca, que colaborou na elaboração do fluxo e protocolos previstos pela Lei da Escuta (13.431/2017).