
Após a condenação de Daniel Alves por crime de estupro em Barcelona, a estátua do ex-atleta, localizada no município de Juazeiro, se tornou alvo de intensos debates. O Ministério Público estadual recomendou, na última terça-feira (23), a retirada da estátua, situada na Rua Aprígio Duarte, no centro da cidade.
Daniel Alves, ex-jogador da Seleção Brasileira, foi sentenciado a 4 anos e 6 meses de prisão pelo tribunal espanhol em 22 de fevereiro deste ano, após ser acusado de estuprar uma mulher na boate Sutton, em Barcelona.
O pedido de retirada da estátua foi fundamentado na lei de proibição de homenagens a pessoas vivas com bens públicos. A promotora de Justiça, Daniel Baqueiro, foi responsável por instaurar o procedimento de apuração da denúncia recebida pelo Ministério ainda neste ano.
"A administração municipal encaminhou ao MP cópia do processo Administrativo nº 295/2019, do Pregão nº 137/2019 e os processos de pagamento referentes à aquisição da estátua de Daniel Alves, que atestam que se trata de bem público adquirido com recursos públicos, sendo que não é permitido homenagear pessoa viva com bem público", divulgou a promotora.
A recomendação do Ministério Público despertou discussões acaloradas na comunidade de Juazeiro, levantando questões sobre a relação entre as conquistas esportivas de uma figura pública e suas ações na esfera pessoal. O debate sobre a retirada da estátua de Daniel Alves continua a ecoar nas ruas da cidade, enquanto as autoridades locais consideram as próximas medidas a serem tomadas.