O cenário epidemiológico da dengue na Bahia, conforme destacado pelo pesquisador da Fiocruz e professor da UFBA, Guilherme Ribeiro, reflete um padrão preocupante que vem se repetindo em ciclos anuais. O aumento expressivo de casos prováveis de dengue no estado, com mais de 8.353 registrados até meados de janeiro de 2025, evidencia a necessidade de atenção redobrada às políticas de prevenção e controle da doença.
A predominância de casos entre jovens de 15 a 29 anos e pessoas pardas pode estar relacionada a diversos fatores, como a maior exposição ao mosquito Aedes aegypti (transmissor da dengue) em áreas urbanas e periféricas, onde há maior concentração desses grupos populacionais. Além disso, questões socioeconômicas, como acesso limitado a saneamento básico e condições adequadas de moradia, podem contribuir para a vulnerabilidade dessas populações.
Guilherme Ribeiro provavelmente destacou a importância de ações integradas entre o poder público e a população para combater a proliferação do mosquito. Medidas como eliminação de criadouros (água parada), uso de repelentes, e campanhas de conscientização são fundamentais para reduzir a incidência da doença. Além disso, o pesquisador pode ter enfatizado a necessidade de investimentos em vigilância epidemiológica e no fortalecimento do sistema de saúde para lidar com os picos de demanda durante surtos.
O aumento cíclico da dengue no Brasil, incluindo na Bahia, é um desafio contínuo que exige planejamento estratégico e ações preventivas ao longo de todo o ano, não apenas durante os períodos de surto. A colaboração entre instituições de pesquisa, como a Fiocruz e a UFBA, e os órgãos de saúde pública é essencial para desenvolver soluções eficazes e mitigar os impactos da doença na população.