O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), voltou a se pronunciar nesta terça-feira (18) sobre o leilão de uma área verde na encosta do Morro Ipiranga, que foi anulado pela prefeitura após ser arrematado por R$ 16 milhões terreno, localizado no trecho da orla entre o Cristo e o Clube Espanhol, será novamente colocado à venda em uma nova licitação, marcada para 15 de abril de 2025. A decisão de anular o leilão anterior, tomada sem divulgação à imprensa na época, gerou debates sobre transparência e eficiência nos processos de licitação da gestão municipal.
Durante o evento de apresentação da programação do aniversário de Salvador, realizado no Teatro Gregório de Mattos, o prefeito justificou a anulação alegando problemas técnicos no sistema de lances. “Depois que o pregão é encerrado, você tem dois minutos para dar outros lances. E diversos licitantes, diante da quantidade de participantes, não conseguiram dar o último lance. Eles entraram com recursos, com denúncias, e a prefeitura entendeu que havia necessidade de anular o processo para garantir a igualdade de condições”, explicou Bruno Reis.
A nova licitação, marcada para abril de 2025, já está em andamento, e a prefeitura espera que o terreno atraia ainda mais interessados. A área verde é considerada estratégica para o desenvolvimento urbano e ambiental da cidade, e sua venda tem como objetivo destinar recursos para projetos de infraestrutura e melhorias na região.
Especialistas em licitações públicas destacam a importância de garantir a integridade dos processos de venda de imóveis municipais, especialmente quando envolvem áreas de interesse ambiental. A anulação de leilões, embora não seja comum, pode ocorrer quando há indícios de falhas técnicas ou irregularidades que comprometam a competitividade e a igualdade entre os participantes.
A prefeitura de Salvador reforçou que todas as medidas estão sendo tomadas para evitar problemas semelhantes aos ocorridos na primeira tentativa de venda. Enquanto isso, a população e o mercado imobiliário aguardam ansiosamente pelo desfecho desse processo, que pode impactar significativamente o futuro da região do Morro Ipiranga e o desenvolvimento urbano da capital baiana.