
A dor na coluna está entre as principais queixas de saúde da população e já não atinge apenas idosos. Problemas como hérnia de disco, travamento da coluna e dor no nervo ciático impactam pessoas de diferentes faixas etárias e rotinas, interferindo diretamente na qualidade de vida e na produtividade.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população mundial terá ao menos um episódio de dor lombar ao longo da vida. No Brasil, as dores na coluna estão entre as principais causas de afastamento do trabalho, o que reforça a importância do diagnóstico correto e do acompanhamento especializado.
Para esclarecer as principais causas, formas de prevenção e tratamento, a coluna do E-Notícias ouviu o fisioterapeuta Otávio Moreira, profissional com 11 anos de atuação, especializado em coluna vertebral, pós-graduado em Métodos Avançados de Tratamento da Coluna Vertebral e em Fisioterapia Ortopédica. O especialista também possui formações internacionais voltadas ao tratamento da coluna e da dor. Atualmente, atua nas cidades de Coité, Santaluz e Valente, na região sisaleira da Bahia.
A dor nas costas não tem apenas origem física. Fatores emocionais e comportamentais também exercem influência significativa sobre o quadro clínico.
Entre os principais fatores associados estão:
Estresse constante
Ansiedade e tensão emocional
Medo de se movimentar (cinesiofobia)
Pensamentos negativos sobre a dor
Excesso de cobrança e pressão no dia a dia
Insatisfação no trabalho
Falta de apoio social
Baixa qualidade do sono
De acordo com o especialista, esses fatores aumentam a sensibilidade à dor e dificultam a recuperação. Apesar de frequentes, os sintomas não devem ser normalizados, principalmente quando passam a limitar as atividades diárias ou se tornam recorrentes.
A prevenção das dores na coluna envolve hábitos simples e consistentes, como a prática regular de exercícios físicos, boa qualidade de sono, pausas durante atividades prolongadas, momentos de lazer e descanso.
A fisioterapia especializada atua tanto na prevenção quanto no tratamento, com foco na identificação da causa do problema e na recuperação da funcionalidade. A avaliação individualizada permite detectar desequilíbrios, evitar a cronificação da dor e reduzir a necessidade de intervenções mais invasivas.
O acesso à informação de qualidade, aliado ao acompanhamento profissional, é fundamental para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida.
“No tratamento, avaliamos cada pessoa de forma individual, considerando não apenas exames, mas também rotina, trabalho, sono, nível de atividade física e fatores emocionais. Através de exercícios terapêuticos, educação em dor, fortalecimento, melhora da mobilidade e estratégias para o dia a dia, ajudamos o paciente a entender que movimento é parte do tratamento, não o inimigo”, destaca o fisioterapeuta Otávio Moreira.
A atenção precoce aos sinais de dor e o cuidado fisioterapêutico adequado são essenciais para manter a saúde da coluna ao longo da vida, promovendo mais autonomia, bem-estar e qualidade de vida.