
Uma participante do Carnaval de Salvador afirmou ter se arrependido de comparecer ao primeiro dia oficial da festa. Em entrevista concedida durante a folia, ela declarou: “Só homem feio, gay e assalto”, ao relatar que se sentiu insegura enquanto circulava pelos circuitos.
Segundo a mulher, a aparência de alguns homens a fez temer a possibilidade de um assalto. Ainda durante a fala, ela afirmou que não se considera dentro de padrões de beleza idealizados e que, diante da experiência, teria preferido permanecer em casa.
A declaração rapidamente repercutiu nas redes sociais e provocou reações diversas. Parte dos internautas criticou o teor da fala, apontando generalizações e possível conteúdo preconceituoso. Outros defenderam o direito da foliã de expressar sua sensação pessoal de medo em um evento de grande porte.
Um dos repórteres que conduziu a entrevista destacou posteriormente que as pessoas mencionadas merecem ser vistas de forma mais justa, sem julgamentos baseados apenas na aparência. A manifestação reforçou a importância de responsabilidade na abordagem de temas sensíveis.
O episódio reacendeu discussões sobre segurança pública em grandes eventos, percepção individual de risco e os limites entre liberdade de expressão e estigmatização social. O Carnaval de Salvador, que reúne milhões de pessoas todos os anos, segue mobilizando multidões e também debates que vão além da música e da celebração.
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