
O pastor Silas Malafaia chamou de “covardes e omissos” líderes religiosos, pregadores, cantores gospel e influenciadores evangélicos que, segundo ele, não se engajaram na campanha de Flávio Bolsonaro (PL). As declarações foram feitas em um vídeo no qual o religioso analisou a derrota do senador para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.
Ao iniciar as críticas ao meio evangélico, Malafaia reconheceu que existem exceções, mas afirmou que a maioria das lideranças não teria se posicionado como ele considerava necessário. O pastor também criticou a participação limitada a publicações na reta final da disputa.
“A maioria dos líderes evangélicos, omissos e covardes. Entra no Instagram deles. Vai lá ver. Fazer videozinho ou foto de sábado ou domingo? Estão de brincadeira”, declarou.
Malafaia também atacou pregadores que costumam apontar comportamentos de igrejas, pastores e fiéis, mas que, na avaliação dele, permanecem em silêncio diante de questões políticas.
“Quando se trata dos pecados da nação e de líderes corruptos, se calam e se omitem”, afirmou. Em seguida, voltou a chamá-los de “covardes” e “omissos” e questionou: “Têm medo de quê? De perder seguidores ou medo de retaliação?”.
Os cantores gospel também foram alvo das críticas. O pastor levantou a hipótese de que interesses financeiros e receio de perder público teriam influenciado a falta de posicionamento.
“Os cantores da música gospel. Grande parte, covardes e omissos. Medo de perder seguidores ou a grana das prefeituras do PT?”, disparou.
Na sequência, estendeu a cobrança aos influenciadores evangélicos, afirmando que a maioria permaneceu calada. Malafaia não citou nomes nem apresentou, na gravação, elementos que comprovassem as motivações atribuídas aos grupos criticados.
Para defender a própria atuação, o religioso afirmou ter produzido mais de 40 vídeos durante a eleição e concedido entrevistas sobre a disputa. “Não serei contado entre covardes”, disse. “Tenho moral para falar.”
Além de cobrar maior mobilização dos evangélicos, Malafaia reconheceu falhas na campanha de Flávio, mas evitou detalhá-las. “Não vou lavar a roupa suja aqui. Mas também teve erros na campanha”, declarou.
O pastor ainda cobrou provas de quem alega manipulação eleitoral e afirmou que não apoiaria acusações sem comprovação. Apesar disso, defendeu que o candidato derrotado tem o direito de questionar o resultado. Ao encerrar o vídeo, pediu orações pelo Brasil.