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Vereadores e trabalhadores do Polo de Camaçari fazem frente comum por equiparação salarial

Em greve até o dia 21, trabalhadores contam com o apoio do CTD e de vereadores locais para negociar salários mais justos

Ramon Santos (DRT-6448/BA)
Por: Ramon Santos (DRT-6448/BA)
13/07/2023 às 18h25
Vereadores e trabalhadores do Polo de Camaçari fazem frente comum por equiparação salarial
Foto: Reprodução

Na manhã desta quinta-feira (13), trabalhadores do Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia, realizaram uma assembleia pacífica, sem o apoio do sindicato, para reivindicar equiparação salarial e melhores condições de trabalho, a exemplo do que acontece em Candeias, outro município da região metropolitana de Salvador.

A assembleia contou com a presença de vereadores de Dias D’Ávila e São Sebastião do Passé, que também são trabalhadores do Polo e se solidarizaram com a causa. O vereador Dudu do Povo, que é montador de andaime caldeireiro, destacou a importância da união das Câmaras Municipais e do respeito ao trabalhador. “E nós estamos vereador, e aí a qualquer momento, poderemos voltar. E o que nós estamos buscando aqui, é tentar fazer o povo entender que, se não nos unirmos, iremos fazer com que o salário do pai de família fique defasado. E hoje nós estamos aqui fazendo essa junção do parlamento de Dias D’Ávila e de São Sebastião, pra junto com esses trabalhadores e do Polo petroquímico e fazer com que o Polo continue avançando junto com as empresas”, disse.

Os vereadores de Dias D’Ávila, Marant Azevedo, que é encanador e caldeireiro, e Joabe Palmeira, que é caldeireiro, ressaltaram seu alinhamento e compromisso com o desenvolvimento econômico da região, assim como os vereadores de São Sebastião do Passé, representados por Eto de Severo e Guila.

A principal reivindicação dos trabalhadores é a equiparação salarial com Candeias, onde os salários são mais altos. No entanto, o impasse fica na forma como tem sido feita a negociação entre as empresas, o sindicato e os trabalhadores. Segundo representantes da CIPA, representada por Léo Ferreira e Marcos Brandão, as empresas não oferecem uma margem de reajuste igual ou que equipare os salários dos trabalhadores de Camaçari com os de Candeias. Na mesa de negociações, o que tem sido oferecido aos trabalhadores pelas empresas é um reajuste salarial de 9% para os oficiais de manutenção complementar e para os profissionais qualificados de manutenção especializada; e o reajuste de 4,50% para os demais integrantes da categoria profissional.

De acordo com os representantes da CIPA, essa proposta é insuficiente para corrigir a defasagem do salário que foi diminuído ao longo dos anos. A proposta dos trabalhadores é um reajuste de 32%, parcelado em duas vezes. Sendo a primeira a partir da data do dissídio, e os outros 16%, após 60 dias.

As manifestações e greves seguem até o dia 21, de forma legal, e também têm contado com o apoio do CTD (Centro dos Trabalhadores Democráticos), que tem ajudado na coordenação, mobilização e organização das manifestações.

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