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STF planeja julgar Bolsonaro ainda em 2025 por golpe para evitar interferência nas eleições

Ex-presidente e aliados buscam transformar o processo em narrativa de perseguição política e tentam anular delação de Mauro Cid na estratégia de defesa.

Por: Tatiane Almeida
19/02/2025 às 10h02 Atualizada em 19/02/2025 às 11h40
STF planeja julgar Bolsonaro ainda em 2025 por golpe para evitar interferência nas eleições
Foto: Alan Santos/ PR

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas por tentativa de golpe de Estado, conforme denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), deve ocorrer ainda em 2025, segundo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo de agendar o processo para esse ano é evitar que ele interfira no processo eleitoral .A denúncia, apresentada nesta terça-feira (18), acusa Bolsonaro e seus aliados de atuarem em uma suposta tentativa de golpe para manter o ex-presidente no poder após sua derrota nas eleições de 2022. Entre os envolvidos estão militares, políticos e outras figuras próximas ao ex-presidente. O caso será analisado pelo STF, que terá a responsabilidade de decidir se aceita ou não a denúncia e, posteriormente, levar o processo a julgamento.

O desfecho desse julgamento pode ter implicações significativas para a política brasileira, especialmente no que diz respeito à responsabilização de autoridades por supostos atos antidemocráticos. O caso também reforça o papel do STF como guardião da Constituição e da ordem democrática no país.

As acusações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ,estão relacionadas a uma suposta tentativa de golpe de Estado para mantê-lo no poder após sua derrota nas eleições presidenciais de 2022. A denúncia inclui Bolsonaro e outras 33 pessoas, entre militares, políticos e aliados. As principais acusações são:

  1. Tentativa de golpe de Estado:

    • Bolsonaro é acusado de liderar um suposto plano para deslegitimar as eleições de 2022 e impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.

    • A PGR alega que houve ações coordenadas para criar um clima de instabilidade política e justificar uma intervenção militar.

  2. Atentado contra o Estado Democrático de Direito:

    • A denúncia aponta que Bolsonaro e seus aliados promoveram ataques às instituições democráticas, incluindo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de minar a confiança no processo eleitoral.

  3. Abuso de poder político:

    • Bolsonaro é acusado de usar sua posição como presidente da República para promover atos antidemocráticos, como reuniões com autoridades militares e aliados para discutir medidas excepcionais que poderiam resultar em um golpe.

  4. Incitamento a atos violentos:

    • A PGR sustenta que o ex-presidente e seus aliados incentivaram atos de violência e desordem, como os ocorridos durante os protestos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores invadiram e depredaram sedes dos Três Poderes em Brasília.

  5. Fraude eleitoral e disseminação de desinformação:

    • Bolsonaro é acusado de espalhar informações falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro, alegando, sem provas, que as urnas eletrônicas são vulneráveis a fraudes. Essas alegações teriam sido usadas para justificar ações antidemocráticas.

  6. Obstrução da Justiça:

    • A denúncia também menciona supostos atos de obstrução de investigações, como a possível destruição de provas ou a tentativa de influenciar testemunhas.

      As acusações estão relacionadas a eventos que ocorreram após as eleições de 2022, quando Bolsonaro não reconheceu imediatamente a vitória de Lula e promoveu uma série de questionamentos públicos sobre a lisura do processo eleitoral. Além disso, a reunião de Bolsonaro com embaixadores estrangeiros, em julho de 2022, para criticar as urnas eletrônicas, é citada como parte das evidências de um suposto plano para deslegitimar as eleições.

      O caso será analisado pelo STF, que decidirá se aceita ou não a denúncia e, posteriormente, levará o processo a julgamento. Se condenado, Bolsonaro pode enfrentar penas que incluem a perda de direitos políticos e prisão.

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