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Cobrança de sacolas plásticas gera críticas e coloca Mata de São João no centro do debate

Consumidores reclamam de valores pagos nos supermercados enquanto líderes locais influenciam decisões que impactam todo o setor na Bahia

Ramon Santos (DRT-6448/BA)
Por: Ramon Santos (DRT-6448/BA)
16/02/2026 às 12h35 Atualizada em 16/02/2026 às 13h31
Cobrança de sacolas plásticas gera críticas e coloca Mata de São João no centro do debate
Foto: Reprodução / Ilustrativa

Uma mudança nos caixas dos supermercados tem gerado debates e reclamações em Mata de São João desde o início de janeiro. Após um período de gratuidade garantido por lei municipal, os estabelecimentos voltaram a cobrar pelas sacolas plásticas — um movimento que ocorre em toda a Bahia, mas que ganha contornos especiais na cidade devido ao peso das lideranças locais no setor supermercadista.

A retomada da cobrança atende a uma liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão suspendeu a obrigatoriedade da oferta gratuita de sacolas (sejam de papel ou biodegradáveis), acolhendo um pedido da Associação Baiana de Supermercados (Abase).

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A entidade defendeu que a gratuidade impunha custos elevados às empresas, ferindo o princípio da livre iniciativa. Na prática, o consumidor agora encontra valores que variam entre R$ 0,15 e R$ 0,30 por unidade em redes como a Cesta do Povo.

Um ponto que chama atenção é a forte ligação de Mata de São João com os rumos do setor em todo o estado. Atualmente, a cidade ocupa uma posição de destaque nas decisões da categoria:

  • Liderança na Abase: A associação que encabeçou a ação no STF é presidida por Amanda Vasconcelos, empresária e filha de João Gualberto, figura central na política local e dono da rede Hiperideal.

  • Gestão estratégica: Outro nome de peso é Joel Feldman, que além de gestor da Cesta do Povo, ocupa o cargo de Secretário de Desenvolvimento Econômico e Renda de Mata de São João e já presidiu a própria Abase.

Essa proximidade coloca os líderes de Mata de São João no centro do debate sobre o equilíbrio entre a saúde financeira das empresas e o bem-estar do consumidor local.

Apesar das justificativas técnicas das empresas, o sentimento nas ruas e redes sociais é de insatisfação. "Entendemos o custo para o mercado, mas para quem faz compras grandes, esse valor pesa no final do mês", comenta uma moradora do Centro.

O debate vai além do bolso e toca na sustentabilidade. Muitos consumidores cobram que, já que a sacola é paga, os estabelecimentos invistam ainda mais em campanhas educativas e facilitem o acesso às ecobags (sacolas retornáveis).

Para não ser pego de surpresa no caixa, a recomendação é a mudança de hábito:

  • Uso de ecobags: A opção mais econômica e sustentável a longo prazo.

  • Caixas de papelão: Uma alternativa comum e gratuita em muitas unidades.

  • Atenção aos direitos: A cobrança é permitida, mas o valor deve estar claramente visível para o consumidor, evitando surpresas no fechamento da conta.

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