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Família de Thamiris deixa casa após soltura de suspeito do crime em Salvador

Liberação ocorreu após falta de prorrogação da prisão temporária; Ministério Público aponta ausência de provas suficientes até o momento

Ramon Santos (DRT-6448/BA)
Por: Ramon Santos (DRT-6448/BA)
22/04/2026 às 13h56
Família de Thamiris deixa casa após soltura de suspeito do crime em Salvador
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A família da jovem Thamiris dos Santos Pereira deixou a casa onde vivia após a soltura de um dos suspeitos de envolvimento no crime, em Salvador. A decisão de sair do imóvel foi motivada pelo medo de possíveis represálias, diante da repercussão do caso.

Rodrigo Faria, conhecido como “Farinha”, havia sido preso no dia 19 de março, poucas horas após a Polícia Civil localizar o corpo da jovem em uma área de mata no bairro de Cassange. No entanto, ele foi colocado em liberdade após a não prorrogação da prisão temporária.

Segundo informações divulgadas pela TV Record, a medida não foi estendida devido à ausência de laudos periciais concluídos dentro do prazo legal. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) informou que, até o momento, não há provas suficientes para sustentar a manutenção do investigado como suspeito do crime.

Apesar disso, durante audiência de custódia realizada no dia 20 de março, o juiz Marcelo de Almeida Costa, da 1ª Vara das Garantias de Salvador, havia reconhecido a existência de provas de materialidade e indícios de autoria, o que fundamentou inicialmente a prisão.

As investigações apontam que a morte da jovem pode ter sido motivada por vingança, em um possível caso de “tribunal do crime”. A informação foi detalhada pelo diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), delegado Moisés Damasceno.

De acordo com a Polícia Civil, Thamiris teria sido apontada como responsável por denunciar um traficante da região do Jardim das Margaridas. O suspeito, preso no dia 20 de fevereiro por violência doméstica, teria atribuído à jovem o acionamento da polícia.

Ainda conforme as investigações, mesmo detido, ele teria ordenado o sequestro e a morte da vítima de dentro do presídio.

“A investigação indica que houve a prisão de um dos líderes do tráfico da região, e esse indivíduo teria atribuído a Thamiris o acionamento da polícia para prendê-lo. Ele já estava preso e, posteriormente, cumprimos outro mandado contra um segundo suspeito”, afirmou o delegado à época.

Além de Rodrigo Faria, outro homem — vizinho da vítima — também teve mandado de prisão cumprido durante as apurações.

Com a soltura de um dos investigados, o caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil da Bahia, que aguarda a conclusão dos laudos periciais para avançar nas investigações e esclarecer a participação dos suspeitos.

A morte de Thamiris dos Santos Pereira causou forte comoção e reacende o alerta sobre a atuação de grupos criminosos que promovem julgamentos paralelos, conhecidos como “tribunal do crime”, em diferentes regiões da capital baiana.

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